Quem é o novo presidente haitiano
João Alexandre Peschanski
da Redação
O novo presidente do Haiti, René Préval, com 63 anos, tem uma longa trajetória política. Agrônomo de formação, luta, com o então padre Jean-Bertrand Aristide, nos movimentos de resistência à ditadura de Jean-Claude Duvalier (1971-1986). Quando Titid, como é conhecido Aristide, é eleito presidente, em 1991, assume o cargo de primeiro-ministro. Além de homens de confiança, são amigos próximos. Foge do país, assim como Aristide, após o golpe militar que depõe o governo, ainda em 1991.
Aristide volta ao Haiti em 1994, depois de uma estada nos Estados Unidos, continua próximo de Préval e o indica como seu sucessor pelo seu partido, Lavalas (a avalanche, em crioulo). O ex-primeiro- ministro vence as eleições e faz um governo ambíguo. Por um lado, mantém o projeto político de Titid, como a privatização de parte do setor público, sob pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI), e a priorização do livre-comércio ao desenvolvimento econômico haitiano. Por outro, contrariando as determinações do governo dos Estados Unidos, restabelece relações diplomáticas com Cuba e estimula trocas com países do Caribe.
Seu mandato, que se encerra em 2000, é marcado por grande turbulência. Em primeiro, o racha do Lavalas, entre os partidários e os críticos a Aristide. A divisão se faz sentir em seu governo e, como pode, Préval tenta manter um equilíbrio entre os rivais. No final do mandato, alinha-se a Aristide, que assume proeminência no governo. Em 1999, Préval dissolve o Parlamento para garantir a posse de um primeiro-ministro apoiado por Titid. A Organização das Nações Unidas (ONU) critica a decisão. Préval é o único presidente haitiano a encerrar, no tempo previsto e sem interrupção, seu mandato.
Quando Aristide reassume a Presidência, em 2001, Préval mantém uma atitude discreta. Não rompe com o governo, criticado por diversos setores da sociedade, mas também não participa deste. Desde a ocupação do Haiti por tropas estrangeiras, em fevereiro de 2004, e até a campanha para as eleições presidenciais, dois anos depois, Préval não aparece muito no noticiário político do país.
da Redação
O novo presidente do Haiti, René Préval, com 63 anos, tem uma longa trajetória política. Agrônomo de formação, luta, com o então padre Jean-Bertrand Aristide, nos movimentos de resistência à ditadura de Jean-Claude Duvalier (1971-1986). Quando Titid, como é conhecido Aristide, é eleito presidente, em 1991, assume o cargo de primeiro-ministro. Além de homens de confiança, são amigos próximos. Foge do país, assim como Aristide, após o golpe militar que depõe o governo, ainda em 1991.
Aristide volta ao Haiti em 1994, depois de uma estada nos Estados Unidos, continua próximo de Préval e o indica como seu sucessor pelo seu partido, Lavalas (a avalanche, em crioulo). O ex-primeiro- ministro vence as eleições e faz um governo ambíguo. Por um lado, mantém o projeto político de Titid, como a privatização de parte do setor público, sob pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI), e a priorização do livre-comércio ao desenvolvimento econômico haitiano. Por outro, contrariando as determinações do governo dos Estados Unidos, restabelece relações diplomáticas com Cuba e estimula trocas com países do Caribe.
Seu mandato, que se encerra em 2000, é marcado por grande turbulência. Em primeiro, o racha do Lavalas, entre os partidários e os críticos a Aristide. A divisão se faz sentir em seu governo e, como pode, Préval tenta manter um equilíbrio entre os rivais. No final do mandato, alinha-se a Aristide, que assume proeminência no governo. Em 1999, Préval dissolve o Parlamento para garantir a posse de um primeiro-ministro apoiado por Titid. A Organização das Nações Unidas (ONU) critica a decisão. Préval é o único presidente haitiano a encerrar, no tempo previsto e sem interrupção, seu mandato.
Quando Aristide reassume a Presidência, em 2001, Préval mantém uma atitude discreta. Não rompe com o governo, criticado por diversos setores da sociedade, mas também não participa deste. Desde a ocupação do Haiti por tropas estrangeiras, em fevereiro de 2004, e até a campanha para as eleições presidenciais, dois anos depois, Préval não aparece muito no noticiário político do país.















