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Para superar o capitalismo

by Michelle Amaral da Silva last modified 2008-11-21 13:05

José Reinaldo, do PCdoB, apresenta plataforma de resistência

José Reinaldo, do PCdoB, apresenta plataforma de resistência


21/11/2008


da Redação


Considerando-se ser “vã ilusão alcançar o desenvolvimento independente e o progresso social sob o capitalismo”, José Reinaldo Carvalho, do PCdoB, acredita que os partidos de esquerda e os movimentos sociais brasileiros devem elaborar uma plataforma de resistência no sentido de defender a soberania nacional, os direitos dos trabalhadores e acumular força.


Ele levanta alguns pontos para compor esse programa, como a mudança na política econômica, com corte nas despesas com juros, fim do superávit primário, redução dos juros, controle dos fluxos de capitais, fim do câmbio flutuante e restrições às remessas de lucros.


O secretário de relações internacional do PCdoB também defende o aprofundamento dos processos de integração latino-americana; a ampliação dos investimentos públicos em áreas sociais; a submissão do setor financeiro ao controle público, reforçando o papel do Estado na economia e o caráter estatal da Petrobras e reestatizando a Vale do Rio Doce.


“Reforma tributária baseada no princípio da progressividade e justiça social; reformas estruturais (agrária, urbana, da educação); defesa dos salários, do emprego e dos direitos trabalhistas e sociais; nem um centavo sequer de dinheiro público para salvar banqueiros falidos e especuladores: os ricos e exploradores que paguem a crise”, completa José Reinaldo.


Mobilizações

Já Ivan Pinheiro, do PCB, acrescenta que “só um poderoso movimento de massas pode nos trazer alguma vitória no Brasil, sobretudo porque temos um governo fundamentalmente a serviço do capital”. De acordo com ele, como todos os mandatos a serviço do capital, as primeiras ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm sido para socorrer o sistema financeiro e outros setores de ponta do capitalismo, como as montadoras, com dinheiro público.


“Não nos iludamos. A medida provisória [MP 422] dos bancos públicos não é para 'estatizar' o sistema financeiro. Vai é obrigar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprarem instituições financeiras prestes a falir ou bancos públicos menores, a preço bem acima do mercado. Se fosse para adquirir instituições que agregam valor, não precisava da MP, o 'mercado' faz isso muito bem, haja vista a 'fusão' Itaú/Unibanco”, critica. (LB)


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