Nas Américas, excluídos protestam por “Trabalho, Justiça e Vida”
Gisele Barbieri,
de Brasília
As denúncias sociais presentes nos últimos doze anos, na atividade anual do Grito dos Excluídos, chamaram a atenção de outros países. Depois de fortalecido no Brasil, o Grito estendeu-se para outras federações da América Latina e hoje está presente em mais de 20 regiões do continente.
A "7ª Mobilização Continental do Grito dos Excluídos" é realizada no dia 12 de outubro, e relembra a colonização espanhola das Américas e a resistência e luta dos povos. Neste dia, os povos, estarão reunidos em jornadas, manifestações, caminhadas ou celebrações sob o tema "Trabalho Justiça e Vida". Para Ari Alberti, da secretaria Nacional do Grito, o manifesto ter chegado às Américas foi a maior conquista dos últimos anos.
"O Grito ter passado de começar no primeiro evento em 1995, acontecendo em 170 localidades, hoje ele acontecer em todos os Estados e também ter passado para as Américas e para o Caribe, também é uma conquista. Então mesmo quem é contra, que não aceita este grito, sabe que ele existe e é um movimento diferente".
As organizações sociais do Brasil trabalham para integrar novos países à manifestação. Na Costa Rica, por exemplo, começam as primeiras articulações com diversas organizações populares e sociais, para que o país junte-se ao manifesto popular. (Agência Notícias do Planalto)















