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Decisão do STF sobre diploma gera manifestações em todo país

by Admin last modified 2009-06-22 16:29

Estudantes de jornalismo, professores e sindicatos realizam atos em várias cidades, além disso artigos e manifestos são publicados em protesto contra o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão


22/06/2009



Michelle Amaral

da Redação



A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de por fim à obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil, na última quarta-feira (17), desencadeou uma série de manifestações contrárias em todo o país.



Em repúdio, artigos, manifestos e cartas endereçadas ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação no STF, começaram a ser produzidos logo após o anúncio da decisão. Protestos também foram realizados desde a quinta-feira (18) em cidades como Caxias do Sul e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e também Curitiba e Ponta Grossa, no Paraná.



Nesta segunda-feira (22), estudantes de jornalismo, professores e sindicatos de todo o país, apoiados pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), promoveram manifestações em cidades como São Paulo (SP), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI), Caxias do Sul (RS). Na quarta-feira (24), será realizado um ato em Porto Alegre (RS).



José Carlos Torves, diretor do Departamento de Mobilização da Fenaj, explica que estas ações têm como objetivo a sensibilização da sociedade e de parlamentares. “Eu acredito que [as manifestações] vão contribuir no momento em que os estudantes se mobilizam em todo o país e sensibilizam o Poder Legislativo, que já começa a tomar medidas que derrubem essa decisão”, afirma.



Segundo ele, a estratégia é tentar que a situação seja revertida através do Legislativo, já que ela se deu em apenas um dos Três Poderes, o Judiciário.



O STF

O diretor da Fenaj explica que a decisão se deu por causa do distanciamento do STF em relação à realidade brasileira, gerado por seu atual presidente. “Gilmar Mendes transformou o STF numa gestão de 'exceção' no cenário brasileiro, não é a toa que tivemos vários casos que foram contra a opinião pública, como por exemplo, Daniel Dantas e a briga de Mendes com o ministro Joaquim Barbosa”, opina.



Para Torves, a decisão do Supremo “serviu de correia de transmissão das grandes mídias do país”, desfavorecendo o profissional.



Tal opinião é reafirmada em nota da Fenaj, onde se diz que “a decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país”.



Rumos

Segundo José Carlos Torves, para a definição dos rumos da categoria frente à nova realidade, aguarda-se a publicação do acórdão do STF a respeito do fim da exigência do diploma – documento que detalhará a decisão do órgão, bem como os pré-requisitos para exercício da jornalismo de agora por diante.



No dia 17 de julho a Fenaj promoverá uma reunião com todos os sindicatos de jornalistas brasileiros para que se crie um calendário de mobilizações em torno da regulamentação da profissão.



Repercussão

Em nota, a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) criticou a decisão do Supremo em revogar o diploma como requisito ao jornalismo. Segundo a entidade, o resultado da corte brasileira representa um "retrocesso" de repercussão internacional.



No entanto, outros segmentos, além de sindicatos e organizações de jornalistas e estudantes de jornalismo, se manifestaram contrários ao fim da obrigatoriedade do diploma.



Na sexta-feira (19), em sessão plenária dos 27 presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) dos Estados e Distrito Federal, foi manifestada a preocupação com as consequências que a decisão trará para a sociedade brasileira, principalmente em questões técnicas e éticas que a profissão deve respeitar. Para o Colégio de Presidentes da OAB, o Supremo não avaliou corretamente o papel do jornalista e suas implicações para a liberdade de imprensa no país.



A despeito das opiniões contrárias à decisão do STF, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), por sua vez, elogiou a decisão, alegando que a exigência do diploma era prejudicial porque obrigava os profissionais "a pertencer a uma associação ou colégio profissional para poder desempenhar o ofício".

Comentários - 16

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1 Lindemberg Rocha - 22-06-2009 - 17:19:44h

Diploma
Sou contrário a decisão, estou pronto para manifestações, não vamos desistir, vamos as ruas!!!

2 Abrahão Púpio - 22-06-2009 - 17:56:56h

Fim da Obrigatoriedade do Diploma em Jornalismo para o Exercício da Profissão
Sou a favor da decisão, em que pese não ter nenhuma admiração pela Corte Suprema de nosso país. Não obstante, no caso me espeque, a exigência do diploma elide a liberdade constitucional de imprensa e de expressão, pois tal função estava adistrita a um diploma de graduação em nível superior, sendo que, sem hipocrisia, grandes comunicadores, principalmente de esquerda e alternativistas, pertencem, prioritariamente, a outras searas do conhecimento (economia, ciência política, direito, filosofia, sociologia, psicologia etc.), tendo ou não, conclusão na graduação de nível superior, quer na esfera jornalística, quer em outros ramos científicos.

3 Renato Salles - 23-06-2009 - 19:21:35h

Caro Abraão
Caro Abraão, o senhor tem um texto deveras irritante de ler!

4 carlos ribeiro - 23-06-2009 - 20:07:18h

diretamente proporcional
Caro Abraão, o q o senhor tem de irritante no modo de escrever tem de correto em seus argumentos. concordo inteiramente. só gostaria de acrescentar q é bem pouco socialista exigir cátedra pra tudo, achava q isso era coisa de aristocrata, vejo q a esquerda tb tem seus feudos.

5 braz a menezes - 25-06-2009 - 13:50:14h

imprensa
concoirdo com seu texto:
escrever é estudo, esta ligados aos fatos , e dar uma noticia, tenha 3 faculdades em humanas, já escrevi fários livros dobre politica, teologia e filosofia,socialogia e histoia e não posso ser jornalista- mesmo sendo dono de jornal por 4 anos, DARCY RIBEIRO, florestaam ferandes, marilene chau queandes oudtros pem formado não pode relizar o que mais sabe que é escrever e assinar porque não tem um diploma, é brinadeira né. É ignorância pura comparar o talendo de escreve, com ciencias como odonto, medicina, etc. o Minsiterio do trabalho meu deu este diploma que não signifa absolutamente nada para mim.As coisas mais faceis para mim é ler, escrever, escrever e jogar bola com os amigos. SERÁ QUE PARA JOGAR BOLA COMO PROFISSIONAL VÃO TER QUER FAZER FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DE FÍSICA
PARA AVALIAR A QUESTÃO DA VELOCIDADE DA BOLA NA RELÃO ESPAÇO E TEMPO PARA SE FAZER UM GOL. é UMA BRINGADEIRA MAIS É VERDADEIRA SE SEGUIR NA LÓGICA INFANTIL DOS DEFENSORES DO DIPLOMA.CHE, FIDEU PRECISARAM DE DIPLOMA PARA DIRIGIR O JORNAL REVOLUCIONÁRIO.....abraço- Braz
abraço-

6 André Aparecido Alflen - 24-06-2009 - 11:24:13h

diplomas

`Concordo com as manifestações. Se continuar assim outras atividades serão alvo destas decisões.

7 Erica Shimamura - 24-06-2009 - 19:08:55h

Gilmar Mendes vai contra o Brasil
O fim da obrigatoriedade do diploma vai beneficiar somente o patronato. Nós, empregados, repórteres que recebemos o piso, sabemos o quanto significa a conquista de alguns direitos e de melhores condições de trabalho no meio jornalístico. Assim como escreveu o jornalista Leandro Fortes, é nas pequenas redações que serão sentidos os piores estragos de uma decisão descolada da realidade como a do sr. Gilmar Mendes e do resto do STF.

"Eu, que venho de redações pequenas e mal amanhadas da Bahia, fico imaginando como é que essa resolução vai repercutir nas redações dos pequenos jornais do interior do Brasil, estes já contaminados até a medula pelos poderes políticos locais. Arrisco um palpite: serão infestados por jagunços, capangas, cabos eleitorais e familiares".

8 Matias - 25-06-2009 - 07:07:23h

Protestando contra o que?
A esquerda brasileira não sabe o que quer. Por isso não chega a lugar nenhum!

9 Márcio Amêndola de Oliveira - 25-06-2009 - 09:29:03h

DIPLOMA DE JORNALISTA
DIPLOMA DE JORNALISTA
Sou favorável à decisão do STF contra o Diploma, em que pese a péssima reputação do seu presidente, o Sr. Mendes.
A FENAJ foi conivente por 40 anos com uma lei de exceção (a da exigência do Diploma), um DECRET0-LEI baixado por e GENERAIS DA DITADURA (do Exército, Marinha e Aeronáutica) durante os 30 dias de enfermidade do ditador Costa e Silva. O Decreto 'regulamentando' a obrigatoriedade do Diploma de Jornalista foi baixado com base nos Atos Institucionais números 5 e 16 (quem não lembra do famigerado AI-5?), sendo um CALA-BOCA À LIBERDADE DE IMPRENSA. Durante TODOS estes anos, principalmente após a redemocratização, a FENAJ teve tempo e condições de exigir uma nova Lei do Diploma para o exercício profissional, mas não o fez, por ter nas mãos um instrumento excelente para ameaçar profissionais não diplomados e garantir uma reserva de mercado para os formados. Dirigi um jornal de imprensa popular de esquerda e fui DIVERSAS VEZES fiscalizado pelo Ministério do Trabalho para que mantivesse jornalistas formados no lugar de repórteres populares, que jamais teriam condições financeiras de frequentar uma universidade. Para os movimentos sociais (mesmo que a grande mídia caminhe para a precarização da profissão do jornalista) a não obrigatoriedade do diploma abre perspectivas alvissareiras para a Imprensa Popular. A exemplo das 'rádios piratas' tão atacadas pelas elites da comunicação, a imprensa alternativa é um importante instrumento de luta, agora mais livre do que nunca. O Brasil de Fato, como órgão de imprensa popular e alternativa, deveria abordar estas questões também, além de investigar de forma mais consequente a HISTÓRIA por trás da questão do Diploma de Jornalista. Grato! Márcio Amêndola de Oliveira, Graduando em História pela Universidade de São Paulo, e Coordenador de Documentação e Memória do Instituto Socialismo e Democracia José Campos Barreto (www.zequinhabarreto.org.br)

10 Ana Purchio - 25-06-2009 - 11:05:17h

Diploma
Caro Zequinha Barreto, criticar é bem fácil. Por que você não fez algo junto com a Fenaj para que vocÊ e todos os profissionais que não têm condições de tirar um diploma, pudessem ou que empresas pelas quais o senhor trabalhou não lhe ajudaram nisso? Eu tenho diploma, com muito orgulho, estudei, me empenhei, trabalhei no Jornal O Estado de S. Paulo durante 14 anos de minha vida e fui demitida de lá porque uma auditoria queria cortar mais de 200 funcionários com mais de 10 anos de trabalho. Pergunto ao senhor: alguém analisou a competência de alguém? A resposta me dada foi: você é mulher, casada e já que temos que cortar, melhor você porque assim você tem condições de arranjar algum emprego em assessoria e seu marido pode lhe sustentar. Caro Zequinha, não se iluda! O corte do diploma não tem nada a ver com AI-5, nem ditadura, nem nada. Nós temos é que perder essa mania de culpar os militares. Eles já foram, o período deles ficou no passado! Nós temos é que nos unir para termos condições de ter um ensino bom, faculdades de qualidade, diploma sim, especializações sim, mbas, doutorado e pós doutorado na área em que atuamos com fervor: a Comunicação. E temos que deixar esses políticos deste País não ter mais jornais, rádios, nem as "piratas", nas mãos dos não diplomados, pau mandados, quer sejam de Democracia ou da Ditadura Militar. Entendeu? Lula, Sarney, Palocci, meu Deus! Vamos enxergar um palmo diante de nossos narizes. A elite política deste País está velha, vamos mudar isso! Com DIPLOMA SIM!!!

11 Moacir de Souza - 25-06-2009 - 10:44:37h

Decisão so SRF
Bem começou por ai daqui apouco para ser medico, dentista, engenheiro não precissa mais ter diploma sera que para ser ministro do STF pode ser um leigo ou ter que ser advogado. sera que porque o Presidente não tem curso superior sera que vão acabar coma as universidades por que não dão lucro só despesas, ai se resolveria o problema do enem ninguem mais vais ter que faze-lo. Vão trabalhar seus vagabundos que vivemnas costas deste pais onde a corrupção campeia ate´no mais alto nivel da corte deste pais do faz de conta.

12 Luciana - 25-06-2009 - 22:21:38h

A favor
Querido Moacir, seus argumentos são muito falhos. Tais comparações mostra a sua dificuldade de fazer relações e análises acerca do assunto discutido.