"Eles não entenderam a crise", analisa Luiz Gonzaga Belluzzo
Em entrevista, o economista discute as origens da crise dos créditos hipotecários que abalou os Estados Unidos e os dogmas neoliberais
10/11/2008
Anselmo Massad e Glauco Faria
O economista Luiz Gonzaga
Belluzzo concedeu esta entrevista à Revista Fórum logo após a divulgação da
notícia de que o pacote de ajuda financeira do governo estadunidense havia sido
rejeitado pela Câmara. Conciliando a agenda de diretor de Planejamento do
Palmeiras com a de economista e até consultor do presidente da República,
Belluzzo retoma, na conversa a seguir, as origens da crise dos créditos
hipotecários que abalou os Estados Unidos e os dogmas neoliberais. Em março,
ele esteve em uma reunião com outros economistas e o presidente Lula para fazer
o diagnóstico da crise que, à época, já mostrava sua musculatura.
Na ocasião, Belluzzo já dava como certa a necessidade de intervenção financeira do governo dos EUA no mercado financeiro. Após a rejeição do pacote, considerado por ele insuficiente por não dar importância às famílias endividadas, a situação pode piorar ainda mais. “Quanto mais demorar, maior vai ser o risco de uma estatização do sistema financeiro na hora em que a coisa periclitar.” Pessimista, o economista não vê base no ideário do eleitorado nem nas coalizões políticas dos Estados Unidos que sustentem uma nova virada semelhante ao New Deal. Para ele, o mais provável é uma saída reacionária para o caos econômico.
Fórum – Há seis
meses, o senhor se reuniu com o presidente Lula, os ministros Guido Mantega e
Dilma Roussef, Henrique Meirelles e Delfim Netto para fazer o diagnóstico da
crise que se desenhava. Se o senhor fosse chamado novamente hoje, que tipo de
avaliação faria?
Luiz Gonzaga Belluzzo – Seis meses atrás, a economia
brasileira estava crescendo a uma velocidade que culminaria nos 6% [ao ano] do
último semestre. A situação mudou muito por conta do impacto da crise
internacional no Brasil. É visível uma contração na oferta de crédito; as
linhas externas, sobretudo as que financiavam as ACC [Antecipação dos Contratos de Câmbio],
se reduziram.
O Brasil está diante de
uma crise para a qual não contribuiu, mas elas são implacáveis, não perdoam
inocentes. O fato é que, dada a natureza das crises financeiras, elas
afetam a todos que integram, de alguma forma, a economia monetária. Primeiro
são os bancos, certamente há perdas com os bancos americanos, problemas com a
liquidez, com o mercado monetário, o crédito e, portanto, na economia real.
Isso afeta o comércio mundial e o preço das commodities, por exemplo.
Provavelmente – em poucos meses vamos saber – haverá deflação. O câmbio
vai se desvalorizar no Brasil em uma intensidade não prevista pelos que
celebram o sistema de bandas flutuantes. Não que as bandas sejam ruins, mas o
sistema foi mal administrado no Brasil, o real valorizou demais e agora a volta
vem com força. Isso talvez preocupe um pouco o Banco Central, que ficará com
medo de baixar a taxa de juros por conta do movimento do câmbio, e pode até ser
o caso de intervir no mercado para impedir uma desvalorização abrupta. Mas não
faltaram avisos sobre o risco de uma desvalorização desse tipo, mesmo havendo
reservas elevadas e com a taxa de juros em um nível muito alto.
O sério dessa história é que se mudou rapidamente de uma preocupação com a
inflação, depois do choque de commodities, para voltar-se o foco para a
desaceleração da economia e, provavelmente, uma deflação global com efeitos
muito ruins para todo mundo, inclusive para nós. O Brasil tem uma vantagem
clara por seu sistema financeiro não estar envolvido na negociação desses
papéis que contaminaram as operações bancárias internacionais. Aqui, houve um
ciclo de crédito bastante convencional em que os bancos emprestaram sem
securitização, que foi o agravante da crise, com emissão de papéis negociáveis
em cima dos créditos originados pelos bancos. Não só se emitiu, como se
distribuiu.
Os bancos europeus se envolveram nessa negociação, porque parecia atrativo
e todo mundo comprou. Tudo indica que os bancos brasileiros não. Vamos receber
os efeitos da crise, é inevitável, mas o Brasil tem instrumentos para reagir e
o governo precisa ter uma ação mais incisiva para impedir que a crise se
dissemine.
Nesse cenário, seria possível
especular...
A gente está sempre especulando. Como dizia Karl Popper a seu médico quando
ouviu dele: “Vou pedir uns exames, porque a medicina não se funda sobre
conjecturas”. Ele respondeu: “O senhor está enganado, toda a medicina se funda
sobre conjecturas, como toda ciência”. E a ciência econômica muito mais, então
especule.
Vou pedir pro
senhor especular... Além do Brasil, que outros países têm maior capacidade para
se defender? E qual a importância dos instrumentos regulatórios para estes
países?
O Brasil tem
instrumentos regulatórios e isso foi muito importante para impedir que as
instituições financeiras se envolvessem nessa insanidade do episódio do
subprime, do crédito hipotecário americano. Nos Estados Unidos, quase todas as
operações com derivativos de crédito foram feitas com o mercado de balcão, sem
regulamentação. Aqui, tudo passa por dentro da BM&F, há um mercado
organizado que sabe como estão se desenvolvendo as operações, o sistema
financeiro está ultra-regulado pelo Banco Central, tem de prestar contas à CVM
[Comissão de Valores Mobiliários].
Apesar de todos os impropérios que se lançam contra as políticas neoliberais
dos governos brasileiros, a desregulamentação do mercado americano não foi
acompanhada pelo Brasil.
Nem pelos mercados europeus, só que os bancos de lá se
meteram com os americanos por causa da relação muito próxima e dos canais entre
os bancos e suas filiais. Os ingleses sofreram mais porque fizeram exatamente o
que os Estados Unidos fizeram.
E os outros países?
A China, por exemplo, tem um
mercado financeiro muito regulado e pouco desenvolvido, menos do que o
brasileiro, que não é tão desenvolvido assim, mas tem os mercados futuros. A
parte do mercado que negocia securities é pouco significativa e existe uma
regulação muito estrita do mercado financeiro. Mesmo assim, os chineses estão
preocupados por terem comprado papéis da Fannie Mae e Freddie Mac e títulos do
governo americano. Hoje não estão recebendo nada porque [esses papéis] estão
com um rendimento muito baixo já que todo mundo correu para eles como forma de
proteção.
É um paradoxo, mas é verdade. A cúspide do sistema financeiro é o título
do governo americano desde a desvinculação do dólar com o ouro – que não tinha
a relevância que as pessoas pensam que existia. O sistema americano se funda
nessa hierarquia de papéis, no topo estão os papéis de maior liquidez e
confiabilidade.
Quando ocorre uma crise, há esse fenômeno apontado pelo [John Maynard] Keynes da preferência
pela liquidez, ou como [Karl]
Marx dizia, as pessoas buscam o dinheiro ou seu representante mais imediato. A
crise de crédito se transforma em monetária e, freqüentemente, em deflação. Ainda
mais diante da reticência do Congresso americano para aprovar [o pacote de ajuda ao sistema financeiro],
que se funda em razões puramente ideológicas. Os republicanos não querem que o
governo interfira e os democratas acham que não podem dar dinheiro para os
gatos gordos de Wall Street. Tudo isso importa muito pouco na hora de fazer o
sistema financeiro voltar a operar.
O que vejo no horizonte é que, quanto mais demorar, maior vai ser o risco
de uma estatização do sistema financeiro na hora em que a coisa periclitar. No
caso da crise de 1929, a
Corporação de Reestruturação Financeira deu crédito diretamente. Isso pode
ocorrer diante de um provável deslizamento ainda maior da estrutura do sistema
financeiro.
Que outros paralelos podem ser
feitos com a crise de 1929?
Na crise de
1929, primeiro, os mercados financeiros tinham uma integração muito menor.
Segundo, o grau de alavancagem dos mercados era menor, a relação entre capital
próprio e compromissos ou dívidas das empresas é hoje muito mais elevada do que
era, na proporção de 35 para um. Portanto, o risco da desalavancagem promover
uma destruição de preços de ativos é muito grande. Isso exigiria uma medida
muito mais drástica por parte do governo.
Em 29, foi preciso atender à perda de
riqueza que decorreu do crash da bolsa, socorrer os bancos comerciais que se
envolveram em algumas ações especulativas, mas não se tinha esse grau de
alavancagem. Na desalavancagem, se comprometem os preços dos ativos, porque
você se livra primeiro dos bons e só depois dos ruins. É isso que o governo
americano levou em conta quando propôs o pacote. E acho que era até
insuficiente.
O senhor vem apontando que o nível de
endividamento...
...das famílias é de 140% da
riqueza disponível enquanto em 29 era de 45%. Nunca houve um nível de
endividamento como hoje. O pacote tinha de ser mais arrojado e, ao mesmo tempo,
a intervenção do governo tinha de ser mais intensa, mas isso não vai acontecer
porque há uma resistência ideológica.
Do ponto de vista eleitoral nos
Estados Unidos, entre McCain e Obama, qual, na sua opinião, está mais apto para
enfrentar a crise?
O debate
demonstrou que eles estão perdidos, estão muito pouco apetrechados para
enfrentar uma crise desse tamanho e que vai se estender por mais tempo. Ela
afetou muito toda a estrutura e o coração do sistema financeiro, que são os
bancos comerciais que criam liquidez. Se esse sistema não funcionar, nada na
economia funciona.
A sociedade americana mudou muito. Em 1929, ela era muito mais
diversificada ideologicamente, tinha setores mais comprometidos com a visão
progressista. Não é mais assim. Os anos de prosperidade, de certeza de que era
inexpugnável a economia americana, criaram a idéia de que isso que ocorre hoje
nunca mais poderia acontecer. De outro lado, consolidaram-se convicções de que
o mercado funciona bem entre republicanos e seus eleitores, o que pesou muito
na rejeição ao pacote. Não querem que o Estado se meta na economia, mas vão se
encontrar com a ronda, porque o Estado vai se meter mais à medida que a crise
se aprofundar e que eles perceberem que, se os mercados fizerem o ajuste
sozinhos, isso vai custar muito para a sociedade, para quem perder o emprego ou
tiver uma queda de renda.
A rejeição ao pacote significa a negação de toda a experiência do
pós-Guerra que impediu que houvesse um crash dessas proporções. Desde a década
de 80, foram sucessivos pacotes de liberalização, as coisas iam dando certo e
se acumularam as sementes da crise. Quando ela finalmente acontece, não há
formação de uma opinião pública ou uma coalizão política capaz de dar conta
disso. O arcabouço ideológico não serve para enfrentar a crise, a intervenção,
que teria de ser maior, não vai ser por uma resistência ideológica dos
eleitores americanos. Certamente a rejeição decorreu do fato de que o Congresso
foi pressionado pelas bases que mandaram e-mails e telegramas se dizendo contra
a intervenção estatal, enquanto os democratas não queriam dar dinheiro para os
desafortunados – ou afortunados, não se sabe (risos) – de Wall Street.
Levando em conta as propostas e
a estatização feita, pouco se fala do devedor comum dos Estados Unidos. Não
teria de haver um socorro a essas pessoas?
Certo. O
devedor está lá com um imóvel que valia muito mais do que a dívida e hoje vale
menos. Ele empobreceu, o patrimônio líquido encurtou, ficou negativo. O pacote
foi muito omisso, quase não menciona, apenas sugere “melhores esforços” para
resolver a situação dos devedores finais.
Se a dívida continuar lá, as famílias
americanas, que devem muito, não têm como gastar mais e vão fazer um ajuste do
orçamento à necessidade de pagamento. Eles teriam de gastar muito dinheiro para
reestruturar essas dívidas, em geral de 30 anos. Como não dá para esticar o
prazo, teria que se fazer uma desvalorização dessas dívidas.
Esse consenso ideológico que prega
a supremacia do mercado e que se consolidou na década de 80, com Ronald Reagan,
regride a um estágio anterior ao que havia em 1929?
Como escreveu [o economista da Universidade de Yale] Robert Schilling, o
livre mercado é uma ilusão, porque o Estado americano sempre teve um papel
muito importante na economia, desde o século XIX quando construiu os canais, ou
determinou e regulou a distribuição de terras na região de fronteira, ou quando
criou o banco nacional americano – National Bank of United States – e permitiu
a aventura dos grandes barões ladrões, tudo feito às custas das finanças do
Estado.
É um mito que o Estado não se mete; se meteu o tempo inteiro, regulou o
tempo inteiro, enquanto se difundia a convicção de que aquilo era um país
livre. De fato, para os europeus que fugiram da Primeira Guerra, da crise de
29, das perseguições religiosas, de tudo, sem dúvida era um ambiente muito mais
liberado, mas a presença do Estado sempre foi muito grande. É uma ilusão que se
transformou em uma poderosa arma de destruição em massa ideológica como estamos
vendo agora (risos). Acreditam firmemente que “é preciso deixar o mercado livre
funcionando”. Elas vão aprender na prática, com o sacrifício das próprias
economias.
A crise desmoralizou os arautos
do neoliberalismo?
Os
ideólogos, sim. Alguns ainda não têm medo do ridículo, mas do ponto de vista de
sua capacidade de convencimento e, ao mesmo tempo, de gritar slogans como
faziam, acho que caíram em
descrédito. Isso não quer dizer que, enquanto correlação de
forças, aqueles se beneficiavam desse discurso ideológico tenham perdido
importância. Não vamos nos iludir. Isso vai desatar uma luta política e de
opinião que vai sair do campo da economia e das finanças.
É o que vamos ver nos
próximos anos no mundo inteiro, inclusive nos Estados Unidos. E não tenho tanta
certeza, levando em conta essas características que sublinhei do povo
americano, que a tradição democrática, iluminista e republicana vá superar a
visão mais estreita, nacionalista e quase fascista, de uma parte da população
americana. Não sei.
Uma parte grande da mídia vem
atribuindo a maior parte da responsabilidade pela crise aos executivos que
embarcaram nessa história. Mas se não houve regulação, não deveria ser
partilhada com as autoridades que tinham como função exercer esse controle?
A
desregulação vem do final dos anos 70 e começo dos 80 e se esboçava desde que
se iniciou o movimento de estagflação, quando as críticas à economia regulada
começaram a ganhar espaço. [Milton] Friedmann já tinha feito suas críticas em
1953, mas não foi ouvido; [Friedrich] Haieck também, mas isso só passou mesmo a
ser o pensamento dominante porque correspondia a certa altura ao esgotamento
daquele período de crescimento dos 30 anos gloriosos. Assim, ganhou muita força
ideológica.
Não foi o [Ronald] Reagan que produziu o neoliberalismo, foi o
neoliberalismo que produziu o Reagan. Há um hábito nessa era mais recente de se
considerar que tudo é obra de alguns indivíduos. Mas não, os indivíduos é que
são obras de um certo movimento da sociedade. O Reagan ganhou a eleição porque
respondeu a uma necessidade de transformação que, dada a correlação de forças
nos Estados Unidos, foi conservadora. O último presidente mais rooseveltiano,
digamos, newdealer, foi [Lyndon] Johnson, que se estrepou por causa da guerra
do Vietnã, mas ele tinha uma visão muito progressista das políticas que
deveriam ser levadas a cabo e o projeto da grande sociedade. Isso desapareceu
com a estagflação dos anos 60, com a estagnação na Europa também. Houve um
movimento conservador que levou a essa desregulamentação.
A crise levou anos para ser construída, porque foram se desmontando todas
as estruturas que aprisionavam a economia financeira dentro de certos limites.
Todas as regras impostas nos anos 30, por exemplo, os Glass Steagall Acts, que
impunham restrições muito sérias às relações entre bancos de investimento e
comerciais, a segmentação do mercado, houve teto para as taxas de juros com o
chamado regulamento, tanto na captação quanto na aplicação. Era um sistema em
que havia repressão financeira.
Quando isso foi sendo abolido em 1999, os bancos de investimentos, os
head funds, os private act funds, passaram a atuar em um espaço
desregulamentado e fizeram o que fizeram.
Passaram a se financiar a curto
[prazo] para se alavancar a longo. Quando começaram a cair o preço das casas?
Quando os devedores deixaram de pagar [as dívidas de hipotecas], o preço dos
ativos emitidos [e negociados em bolsa] em cima desses créditos começou a
despencar. E houve uma desvalorização da riqueza que não tem fim se o Estado
não botar a mão embaixo. Mesmo assim, vai demorar para recuperar o sistema de
crédito.
Existe a necessidade de um
outro New Deal?
Vai ser
difícil, porque o New Deal foi criado em um momento em que a sociedade
americana tinha outra composição, existia uma forte participação dos
intelectuais de esquerda. Hoje não é assim. O próprio fato de se ter superado
aquela crise e de as pessoas não terem memória sobre o que aconteceu reduziu o
peso da visão mais à esquerda na composição política americana.
Foram poucos os presidentes democratas que ganharam. Quando isso aconteceu, se portaram como o [Bill] Clinton, igual ou pior que um republicano. Claro que não chegou ao nível desse cidadão [George W.] Bush, que é um débil mental. Mas é preciso levar em conta que não é por acaso que se elegem débeis mentais, tem algum fundamento, a sociedade repercute.
Se o neoliberalismo foi uma resposta àquele momento econômico de estagnação do fim da década de 70, é possível hoje haver uma inflexão em outro sentido?Sou muito pessimista em relação a isso. Não quero fazer apostas nessa direção, mas se fosse apostar no que vai acontecer, não o faria em uma saída mais progressista tipo New Deal, mas em uma mais reacionária. A sociedade americana está “preparada” para uma saída mais fascistóide.
A destruição de certas percepções foi muito profunda. O individualismo, a incapacidade de perceber as conexões entre os fenômenos, a idéia do sucesso individual e a atribuição da responsabilidade do fracasso exclusivamente ao indivíduo, do winner e do loser, tudo isso avançou muito, destruiu o que restava do comunitarismo que o [Alexis de] Tocqueville via como força de re-equilíbrio. Isso nos coloca diante de uma perspectiva ruim, porque um indivíduo que assume essa compreensão do papel de si mesmo tende a buscar soluções perigosas.
Seria a emergência de um “fascismo de mercado”?
É, mas o fascismo é um produto da sociedade moderna e está sempre aí. Independentemente do que pretendam, no fundo vão querer eleger alguém que os salve. Essa é a contradição. Acreditam em si mesmos a tal ponto, que pretendem eleger alguém à imagem que fazem de si mesmos, de um salvador da pátria.
As instituições não funcionam mais faz tempo. Basta dizer que embarcaram nas [teses de que havia, no Iraque,] armas de destruição em massa, com 70% de aprovação ao ataque. O povo americano foi destruído pelo mass media, pelo hambúrguer, pela pretensão de superioridade em relação aos demais. Lamento dizer isso, mas é minha visão. Isso está expresso na recusa ao pacote, eles não entendem o que está acontecendo, se guiam por slogans, coisas insubsistentes como, por exemplo, o livre mercado, que não tem sentido.
















Ecomimistas e médicos adoram cuidar dos efeitos e sintomas.