“A Igreja fica encastelada em seu principismo abstrato”, afirma Frei Betto
Em entrevista ao Brasil de Fato, o frade dominicano comenta os dois casos polêmicos envolvendo representantes da Igreja Católica
10/03/2009
Michelle Amaral
da Redação
Dois recentes casos – o da excomunhão dos envolvidos no aborto da menina pernambucana e do afastamento do padre Luiz Couto de suas atividades eclesiásticas em decorrência das declarações controversas às da doutrina católica -, suscitaram o debate em torno do conservadorismo ainda defendido pela Igreja Católica em contrapartida à realidade de seus fiéis.
Nas duas situações, o posicionamento da Igreja causou grande polêmica. Dom José Cardoso Sobrinho excomunhou a mãe e a equipe médica que realizaram o aborto de uma menina de 9 anos, que foi violentada por seu padrasto e acabou grávida de gêmeos. Sem considerar os riscos que a menina corria, Dom José afirmou que cumpria uma lei católica.
No caso do padre Luiz Couto, Dom Aldo di Cillo Pagotto o suspendeu do uso de Ordem até que se retrate em público sobre declarações feitas por ele em uma entrevista, na qual defende o fim do celibato, o uso de preservativos e o combate à discriminação de homossexuais. O padre é também deputado federal e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria (CDHM) da Câmara dos Deputados.
Em entrevista ao Brasil de Fato, o frade domicano Frei Betto fala sobre os dois casos e explica como o conservadorismo da Igreja Católica contribui para um afastamento de seus fiéis. Segundo ele, os casos “demonstram a dificuldade de a Igreja Católica se adaptar à realidade atual”.
Brasil de Fato - Como o senhor avalia a posição da Igreja Católica frente a estes dois recentes casos, da excomunhão (por Dom José Cardoso Sobrinho) pelo aborto da menina de 9 anos e do afastamento do padre Luiz Couto (por Dom Aldo Pagotto) por suas declarações controvérsias ao pensamento conservador católico?
Frei Betto: Penso que demonstram a dificuldade de a Igreja Católica se adaptar à realidade atual. Comparo a atitude do arcebispo de Olinda e Recife com a de Jesus diante da mulher adúltera... Que diferença! Jesus foi capaz de compreender, perdoar, acolher. Os médicos agiram corretamente, para salvar a vida da menina e evitar o risco de três mortes. E manifesto todo o meu apoio ao padre Luiz Couto, de quem sou amigo e admirador.
Dessa forma a Igreja se afasta da realidade vivida pelas pessoas atualmente?
Sim, a Igreja fica encastelada em seu principismo abstrato, sem considerar o que a teologia chama de "moral de situação", a partir da realidade concreta. Assim, os fiéis buscam outras denominações religiosas, onde se sentem mais acolhidos pela compaixão, o perdão, a misericórdia divina manifestada através de seus pastores. A cada ano a Igreja Católica perde, no Brasil, 1% dos fiéis.
Para um católico, o que representa a excomunhão?
A exclusão da instituição eclesiástica e da participação em seus sacramentos, jamais a ruptura com Deus e com o próximo.
As mudanças propostas por Luiz Couto fazem parte de um debate estabelecido por muitos segmentos da sociedade e da própria igreja. O senhor acredita que a polêmica em torno de seu afastamento, pode contribuir para que essas propostas ganhem mais força?
É bom esclarecer aos leitores que o padre Luiz Couto foi suspenso de ordens - proibido de celebrar os sacramentos - por defender o fim do celibato e da discriminação aos homossexuais, bem como o uso de preservativos. Acho que ele está coberto de razão. A Igreja teve apóstolos casados, como Pedro (Jesus curou a sogra dele), e sacerdotes casados nos primeiros séculos. A vocação ao sacerdócio não coincide necessariamente com a vocação ao celibato. Quanto à homossexualidade, defendo que é uma tendência natural do ser humano e, como tal, deve ser respeitada, e não discriminada ou condenada como ocorria em sociedades patriarcais, machistas, como as que estão espelhadas no Antigo Testamento. E concordo com o cardeal Arns quanto ao preservativo: é um mal menor frente à epidemia que leva à morte milhões de pessoas.
E como a Igreja deveria se posicionar?
Sempre em favor da vida e do amor, como o que une um casal do mesmo sexo.
De que forma a Teologia da Libertação contribui para as mudanças na forma de se praticar o cristianismo da Igreja Católica?
A Teologia da Libertação faz uma nova leitura das fontes da revelação cristã, como o Bíblia e a tradição da Igreja, assim como fizeram Santo Agostinho, no século 4, e Santo Tomás de Aquino, no século 13.
Comentários - 92
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2 Pe. Mateus - 11-03-2009 - 22:51:32h
A Igreja defende a VidaAté agora me pergunto: “Porque este cidadão ainda se diz FREI? Porque que os seus superiores não abrem a boca para o repreendê-lo?, e me recordo das palavras de Jesus: “Ou você serve a Deus ou ao dinheiro!”
Quanto a questão do aborto, o Senhor disse: “Não Matarás!”.
Mas como o demônio é astuto! Chegou até o ponto de incutir na cabeça do homem que é licito fazer o mal, para que venha um fruto bom, como é o caso de assassinar um bebê no seio de sua mãe! Quantos políticos que se dizem cristãos (como o nosso presidente Lula que se sente o expert em moral para julgar a Igreja), permitem e incentivam o aborto, o uso da pílula do dia seguinte, a eutanásia e etc... todos estes, “ipso facto” estão fora da comunhão da Igreja, estão excomungados, mas o pior é que muitos padres, que são mais anti-cristos que padres, incentivam estas praticas abomináveis, dizendo que: ‘deve-se escolher pelo mal menor’, mas a um cristão não é lícito escolher o mal, nem o maior e nem o menor, mas dar a vida em nome do bem, como os mártires. Todos estes, estão fora da comunhão da Igreja, juntamente com os médicos, enfermeiros, farmacêuticos e aqueles que contribuíram para o crime! Infelizmente muitos destes fazem a comunhão, mas com certeza, se não se arrependeram e se não se confessarão, esta comunhão é sacrílega, como dizia Paulo, comungam a sua própria condenação.
Na vida ou somos aliados de Deus, ou somos amigos de satanás! Ou lutamos contra ou a favor de Deus!
Do que vale ganhar o prestígio deste mundo e perder a alma!
Sobre a Teologia da Libertação, se fosse algo positivo, jamais a igreja teria condenado!
“A Teologia da Libertação tem a sua presença no meio religioso reduzida, mesmo com seu esforço atual de se reinventar, a maneira que encontrou para tentar manter a sua influência como outrora, como na década de 80, quando era pujante. Ademais, ainda é ativa na política da América Latina. O próprio PT surgiu nas sacristias das igrejas TL, e ainda hoje, Frei Betto, Boff, e companhia, são articuladores da esquerda nacional e internacional. O frade dominicano sempre teve relações amistosas com Fidel Castro, seu mentor político, as FARC, tendo inclusive o comandante da narcoguerrilha, Raul Reyes, informado que um dos seus maiores contatos junto ao governo do PT era o religioso católico, e com diversos partidos marxistas do continente, sendo um dos membros principais do Foro de São Paulo, dirigindo sua revista quadrimestral, "America Libre". O dominicano, sem nenhuma timidez, barbarizou ao dizer em pleno II Fórum Social Mundial, que "a sociedade do futuro mais livre, mais igualitária e mais solidária se define em uma só palavra: socialismo. Pediu uma salva de palmas para Karl Marx e disse que o homem novo deve ser filho do casamento de Ernesto Che Guevara e Santa Teresa de Jesus", como pontuou Carlos I. S. Azambuja. O Magistério, em toda a sua riqueza, é claro quanto a condenação ao socialismo, e a própria Teologia da Libertação. Esta, além da metodologia marxista, cai em outras heresias, como o modernismo, gnosticismo (ambas intrínsecas), mas também milenarismo, se analisarmos a perspectiva socialista de redenção, montanismo, com a sua percepção eclesiológica deturpada, e outras heterodoxias. Essas heresias podem gerar diversas outras, como por exemplo, o berenguarianismo. Além dessas heresias, a Teologia da Libertação descamba para a defesa do aborto, homossexualismo etc. Nas palavras de Frei Betto; "O Estado é laico e deve ter o direito de defender a vida das mulheres pobres não incriminando mais o aborto, o que não significa ser a seu favor." e "Embora eu seja contra o aborto, admito a sua descriminalização em certos casos (...) Se os homens parissem, o aborto seria um sacramento." [9]. O religioso só esquece do ensinamento canônico da Igreja; "Cânone 1398 Quem procurar o aborto seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae (automática)", condenação que também recai aos defensores do infanticídio”. (Pedro Ravazzano).
O Cardeal Joseph Ratzinguer, escolhido pelo Papa João Paulo II, em 1981, para ser o Prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, agora então Papa Bento XVI, escreveu um importante artigo intitulado “Eu vos explico a teologia da libertação” (Revista PR,n. 276, set-out, 1984, pp354-365), onde deixou claro todo o seu perigo.
Entre as afirmações, o então Cardeal Prefeito diz:
"A gravidade da teologia da libertação não é avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela". (os grifos são meus)
“A teologia da libertação é uma nova versão do Cristianismo, segundo o racionalismo do teólogo protestante Rudolf Bultmann, e do marxismo, usando "a seu modo", uma linguagem teológica e até dogmática, pertencente ao patrimônio da igreja, revestindo-se até de uma certa mística, para disfarçar os seus erros”.
"Com a análise do fenômeno da teologia da libertação torna-se manifesto um perigo fundamental para a fé da Igreja. Sem dúvida, é preciso ter presente que um erro não pode existir se não contém um núcleo de verdade. De fato, um erro é tanto mais perigoso quanto maior for a proporção do núcleo de verdade assumida".
"Essa teologia não pretende constituir-se como um novo tratado teológico ao lado dos outros já existentes; não pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da ética social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermenêutica da fé cristã, quer dizer, como nova forma de compreensão do Cristianismo na sua totalidade. Por isso mesmo muda todas as formas da vida eclesial; a constituição eclesiástica, a Liturgia, a catequese, as opções morais..."
"A teologia da libertação pretende dar nova interpretação global do Cristianismo; explica o Cristianismo como uma práxis de libertação e pretende constituir-se, ela mesma, um guia para tal práxis. Mas, assim como, segundo essa teologia, toda realidade é política, também a libertação é um conceito político e o guia rumo à libertação deve ser um guia para a ação política".
A libertação, para a teologia da libertação, é conquistada pela via política, e não pela Redenção de Jesus, o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo1,29). Jesus veio para "salvar o seu povo dos seus pecados" (Mt 1,21), e disse a Pilatos que “o seu Reino não é deste mundo”. O pecado, para a teologia da libertação, se resume quase que só no "pecado social", mas este, não será "arrancado" com a conversão e com os Sacramentos da Igreja, mas com a “libertação” do povo, pela luta política. Daí o fato de haver um laxismo moral e espiritual em muitos adeptos dessa teologia. Muitos não valorizam a celebração da Missa, a não ser como uma "celebração de mobilização política" do povo oprimido. Não se valoriza suficientemente a oração, a Confissão, a Eucaristia, o santo Rosário, a adoração ao Santíssimo Sacramento, e a todas as práticas de espiritualidade tradicionais, que são, então, consideradas superadas e até alienantes.
3 Benicio fiel dos Santos neto - 12-03-2009 - 00:19:48h
para o Padre Mateusclaro ele o Frei Beto esta cedo em dizer tudo isso, ele esta sendo sincero.
vc enquando Padre vive escondendo as coisa.. EU fui coordenador da PAstoral da Juventude Na Diocese de taubate. e sei muito bem como funcionas as coisa. aborto existe sim dentro da igreja sim pois os padre anda transando por ai sem camisinha e as mulheres ficando gravidas e depois fazendo aborto. se sem dizer dos padre discretos qeu são gay, e a igreja fica ai querendo ser Santa. e esquece que pecadora.
Sou Gay discreto e assumido e sei muito bem como são viu Padre. Ha sem dizer das irmã que fica gravidas de padres e depois fazem aborto
abraço a todos
Benicio
betonescpv@hotmail.com
4 TAVARES B. - 15-03-2009 - 22:35:53h
FREI BETO O NOSSO IRMÃO?? TÁ BRINCANDO!SEGUE ABAIXO O QUE RECEBI EM E-MAIL:
"(...)No Coliseu os cristãos eram devorados pelos leões para divertirem os romanos. Devem saber que hoje ainda morrem no mundo centenas de cristãos quando defendem os excluídos. (Irm. Dorothy lembram-se?).
O Movimento Pró-Vida vai para as portas das clínicas oferecer ajuda material e psicológica às mães e tentar salvar seus bebês. Seus participantes são ameaçados de morte pelos seguranças, às vezes apanham, mas eles já salvaram centenas de vidas! São moças e rapazes que se prontificam e se empenham nessa luta. Um testemunho maravilhoso que à mídia não interessa mostrar.
Li nesta semana, vários artigos dos senhores e me entristeci ao ver como os Jornalistas (parte do povo também), andam insensíveis, na contramão da VIDA. Lutam pelo aborto, torcem por ele o tempo todo. Determinam quem deve ser eliminado e ponto final.
O governo e o Ministro da Saúde dizem que é problema de saúde pública. Matar crianças no ventre materno mudou de nome. Outros dizem que é problema de consciência de cada um. O mundo está cheio de consciências mal formadas, e aí? A Igreja não tem o direito nem de protestar?
Alguns se dizem favoráveis ao aborto apenas no caso de estupro; outros quando há má formação cerebral (anencéfalos que têm cérebro sim, porque comem, se mexem, riem, urinam etc.); outros quando há risco para a mãe (hoje quase zero diante dos recursos da medicina); outros que cada mulher possa livremente optar por fazer ou não fazer o aborto (são as deusas que decidem sobre a criação). Desculpas! Todos querem mesmo o aborto “geral”. As feministas se dizem “donas dos seus corpos” (e são. Mas não são donas dos corpos dos seus filhos). O governo que não tem condições de atender os velhos e doentes, quer criar a fila do ABORTO no INSS. Legal!
O nosso Presidente, com a 1ª dama, jogava camisinhas da arquibancada do Sambódromo para os jovens transarem à vontade, com qualquer um que “pintasse” no bloco. Se a camisinha furasse e a moça engravidasse, o governo faria um aborto “legal”. Que vergonha essa imagem levada mundo afora! Onde deveria haver programas de incentivo aos jovens pela maternidade e paternidade responsáveis, planejamento familiar para os casados, há o incentivo à “sacanagem” (desculpem-me o termo, é a indignação). Foram gastos (ditos na mídia), 40 MILHÕES em camisinhas e lubrificantes para os gays no carnaval. Enquanto isso, Santa Catarina espera ajuda para os desabrigados, escolas sem poderem funcionar etc., mas a Igreja não deve falar Nada, nem para os seus fiéis!
Mesmo as outras religiões cristãs que não aprovam o aborto não disseram nada. Deixaram os católicos apanharem sozinhos. Covardia pura.
A minha maior decepção é com os que se dizem “católicos” (mas na realidade não são), como o médico que realizou o aborto da menina de Alagoinha e o nosso Presidente da República. Nesse crime hediondo de um padrasto covarde, os únicos condenados foram os dois bebês (4 meses de gestação, se mexendo no útero da mãe, retirados, me parece que não por uma cesariana (porque a menina teve alta na manhã seguinte) e sim aos pedaços, cortados com uma tesoura parecida com aquela que corta frangos). Que horror! Deveria passar na TV esse filme de terror para as pessoas “acordarem”. Só o bispo se indignou e comunicou à Imprensa a pena AUTOMÁTICA que o Código Canônico (da Igreja Católica) prevê para este pecado que clama aos céus, por ser o pior deles: uma mãe que sacrifica o seu filho inocente, SEM POSSIBILIDADE DE DEFESA, SEM PODER AO MENOS GRITAR POR SOCORRO. Balela! Isso é fanatismo das velhas da Igreja! Drama para comover o povo! São apenas embriões... (esperem mais uns meses e verão esses embriões se tornarem lindas criaturas de Deus chegando ao mundo!)
Nenhum de nós se fosse fruto de um estupro gostaria de ter sido abortado.
E as leis duras para os bandidos? Quem dera... Cada vez mais abrandam, criam indultos, regimes semi-abertos, porque não querem construir presídios. Com esses 40 milhões construiriam vários presídios.
Não foi o Bispo que excomungou as pessoas envolvidas. Essa excomunhão é automática para quem participa direta ou indiretamente de um aborto. Na minha visão, muitos políticos e governantes já estão excomungados (em pecado grave), há muito tempo. Só falta o Presidente assinar a lei que permitirá o aborto no Brasil para também fazer parte da “lista”. Se realmente for católico, não se sentirá “confortável” sabendo que nem a unção dos enfermos (antigamente chamada de extrema-unção) poderá receber se não se arrepender e confessar seu pecado ao bispo (padre não tem poder de perdoar pecado de aborto). Quanto fanatismo da Igreja! Como ela está na idade da pedra! Será que os que querem a morte são os moderninhos?
O bispo que já é velho falou muito bem: “Um Holocausto silencioso”! Hitler matou 6 milhões de judeus e acabou a matança. No mundo matam-se 60 MILHÕES de crianças no ventre das mães POR ANO e no Brasil 1 MILHÃO POR ANO! Alguém precisa gritar e que seja a igreja, porque Cristo derramou o seu sangue na cruz, por todos (inclusive e principalmente pelos excluídos). Crença dos católicos.
É dramático? Um drama para a menina e a família? Sim. Mas o trauma de um aborto não terá sido pior? (a menina sabia que iriam tirar seus bebês e disse na sua inocência que a irmã ajudaria a cuidar deles). Os médicos dizem que ela não sabia de nada (acho que sabia ou então a imprensa inventou o que ela disse). E o risco? E o risco de uma ruptura uterina numa curetagem? E uma hemorragia? E um problema com o anestésico? NADA? Só uma cesariana daqui a dois meses seria um risco para ela? Ela estava bem, sem risco IMEDIATO de morte. Balela! Queriam o aborto.
Ouvi o médico e a enfermeira e refleti no que disseram: ”Jesus quer a misericórdia”. A mesma que eles tiveram pelos bebês? “Não é essa Igreja que o povo quer”. Quer uma que aprove o aborto? Espere sentado. O chavão: “E se fosse sua filha?” Que cada um seja fiel ao que crê e aja com coerência na sua vida. Não se trata de faça o que eu digo e não o que eu faço.
A opção pela morte desses bebês foi a solução encontrada para o caso.
Enquanto isso, na República do Peru, outra menina de também 9 anos de idade, deu à luz a um bebê de 2,5kg no dia 07.03.2009 (sábado passado), com toda a assistência do governo e da Igreja (a única que ajuda nesta hora) e passa bem, obrigada. Viva os peruanos! Viva a cultura da morte brasileira!
Garanto que se fossem duas baleias encalhadas numa praia, centenas de pessoas estariam em volta tentando salvá-las. Esta semana vi na internet que salvaram uma vaca que caiu num poço, mas salvar dois seres humanos, criados à semelhança de Deus? Nem pensar... Isto é coisa de católicos alienados e de uma Igreja retrógada.
É como o Jornalista Paulo Guedes disse nesta semana em seu artigo: “cada macaco no seu galho!” A Igreja não impede e nem pode impedir as ações do governo, mas pode e tem o dever de defender a vida desde a sua concepção até a morte natural. Como já disse acima, Cristo derramou o Seu sangue na cruz até a última gota por todos, inclusive e principalmente pelos abortados, os excluídos da modernidade (crença católica).
Estamos à espera da Páscoa. Que o Cristo ressuscitado nos traga a paz que todos queremos. Sem mortes inocentes.
Feliz Páscoa!(para os católicos, claro!)
Helena F.B.macedo"
5 Carla - 17-03-2009 - 01:08:22h
Será?Discordo e acho até cruel quando vc diz sobre o fato de a menina não correr risco IMEDIATO e quando vc supõe o que pode ter ocorrido... penso que vc falou como uma leiga no assunto, portanto não falarei nada sobre isso... Em relação a distribuição de camisinha pelo presidente da república e de sua esposa, ao contrário do que vc diz "para os jovens transarem à vontade, com qualquer um que “pintasse” no bloco" não é bem assim. A distribuição de camisinhas não signica isso, essa significação está somente na mente de algumas pessoas, não é mesmo? Pois, com camisinha ou não a transa pode ocorrer. Como chefe de estado, ele está simplesmente cumprindo seu papel em dizer "proteja-se".
Bem, é so.
6 TAVARES B. - 17-03-2009 - 08:05:42h
A HELENA NÃO DISSE NADA CONTRA O FREIO QUE DISSE A HELENA É O CONTEÚDO QUE ESTÁ ENTRE ASPAS " ", QUE FOI UM E-MAIL QUE RECEBI, E POR ISSO EU DISSE SEGUE ABAIXO O E-MAIL.
8 Darci Prado - 19-03-2009 - 14:22:57h
Frei Beto - abortoPoderia escrever mil páginas, mas não conseguiria expressar o que sinto em relação ao aborto e especificamente em relação ao ocorrido em Pernambuco, com a felicidade com que a Senhora abordou o tema. Parabéns!
9 Pe. Martinho Maria de Porres - 19-03-2009 - 15:13:20h
Resposta ao Carlos Alberto...Hoje, diante dessa esdrúxula matéria, reportada no site Brasil de Fato, recordei-me daquele antigo dito popular. É verdade, aquilo que a Igreja faz de bom não se propaga muito, mesmo por aqueles que deveriam, em sã consciência, dar testemunho e propagar este bem. Como neste caso.
É muito mais fácil e cômodo colocar na Web coisas falaciosas como esta matéria publicada aqui. Sei que estamos passando por momentos difíceis, onde a verdade está sendo ocultada, e a mentira passada como uma realidade verossímil.
Tendo lido o artigo do frade Dominicano Carlos Alberto, conhecido como “Beto”, ou popularmente, frei Beto, como ele parece gostar de ser chamado. Embora não faça jus a esta realidade religiosa a qual professou.
Impressionou-me muito, não pelas bobeiras e inverdades que ele pronunciou, vinda do mundo em que ele vive já se esperava coisas desse gênero, mas pelo desprezo demonstrado diante de uma Instituição que o acolheu, educou-o, manteve-o e o formou culturalmente.
Era o mínimo de se esperar de um frade Dominicano, que professou os preceitos evangélicos, o respeito pela hierarquia eclesiástica e a parcimônia em se expressar, em assuntos que não diz respeito a ele. Que autoridade ele tem para falar destes dois pontos elencados capiciosamente neste site?
Impressionou-me também o fato de um homem que já tem quase 65 anos de idade, desconhecer assuntos que hoje procuro ensinar às crianças que estão na catequese, como por exemplo: falar de “moral de situação”; gostaria de saber de onde surgiu esta tolice, em que manual de Teologia Moral este sujeito está fundamentado.
Por que não usa aquilo que aprendeu nos Dominicanos, para ajudar as pessoas a caminharem na fé, na esperança e na caridade. Acredito que estas bobeiras e inverdades não lhe foram ensinadas no convento dos frades Dominicanos, isto é coisa da sua própria cabeça. Por outro lado, pergunto-me onde está o superior desse fradezinho neste momento, para fazê-lo calar-se?
Isto me leva a pensar que o seu superior não tem o punho suficiente para fazê-lo calar-se ou ainda pior, é conivente com essas besteiras...
Não precisa ter cursado universidade para saber que a Igreja nunca foi chamada para se adaptar às realidades atuais e nem de outros tempos. A Igreja pode, perfeitamente, assumir alguns aspectos da cultura em terras de missão, onde ela é chamada a propagar o Evangelho e ser sinal de Deus no mundo. Para isto basta conhecer a história.
Mas, infelizmente, o que esse fradezinho quer dizer em outras palavras, é que a Igreja deve ser conivente com as imoralidades deste mundo. Porque quando o frade alude a esta adaptação, na verdade ele quer que a Igreja desça do seu nível, de ser Mãe e Mestra e passe a ser companheira, como ele, assumindo uma postura dualista e herética. A Igreja é chamada sim, a ser fermento no meio desta massa que está sendo manipulada, por pessoas de má índole, como no caso desse religioso. A Igreja deve educar os seus filhos numa dignidade que lhe é própria, à qual esta sociedade não é nem um pouco favorável e muito menos está preocupada. Basta ver as palhaçadas que está fazendo o presidente desta nação. Aquele que deveria ser o ícone em sobriedade, em educação e em cultura, dá-se o prazer de fazer o papel de um garoto propaganda, distribuidor de preservativos em plena festa carnavalesca, mas, infelizmente, de um simplório e ignorante podemos esperar muito mais...
O frade se mostra preocupado com a perda de fiéis católicos para outras denominações cristãs, que falácia! Querer atribuir esta perda de fiéis à seriedade com a qual a Igreja Católica trata de assuntos como o aborto, o uso de meios não naturais no controle da natalidade, eutanásia, homossexualismo etc.
Saem da Igreja Católica aqueles que estão procurando as vias imediatas e mais fáceis para viver uma espécie de fé subjetiva ou ainda pior, procuram essas comunidades cristãs, porque muitas vezes lá se encontra a facilidade e a comodidade em fazer aquilo que é do seu bel prazer.
Ainda uma vez, o filho de são Domingos, hereticamente explicita seu modo de pensar, dizendo que a excomunhão é a exclusão do fiel do Corpo Místico de Cristo, portanto, da Igreja e da sua impossibilidade de se acostar dos sacramentos.
Para saber como pensa a Igreja em relação à excomunhão, basta ler a matéria do presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha e ver a sensatez com que ele tratou a questão.
Dizer que uma vocação sacerdotal não coincide com a vida celibatária é uma covardia. Quando assumi discernir este chamado, a primeira coisa que me foi recomendada foi ler os documentos do Magistério da Igreja em relação a esta vocação. Ou esse fradezinho desconhece o pensamento do Magistério e da Tradição ou ele é muito insensato, abraçar uma coisa com que ele mesmo não concorda. Meu pai dizia que pessoas como essa não merecem ser ouvidas porque não tem caráter. Assumem uma coisa e depois vivem e propagam outra.
Falar de amor entre pessoas do mesmo sexo é uma verdadeira aberração.
Pode ser que me engane, mas quando vejo pessoas, sobretudo padres e religiosos fazendo pronunciamentos como o desse frade, sobressai-me o pensamento de que a castidade nunca foi observada por eles e ainda pior, comunga do mesmo ideal.
Neste caso, indico aos leitores estudar e conhecer melhor o pensamento e a doutrina da Igreja, isto em relação ao pecado contra a natureza, que grita por vingança na frente de Deus, como na questão da teologia da libertação.
10 Zeca - 14-03-2009 - 02:34:11h
Sim a igreja defende a Vida.Claro as pessoas escolhem por vontade própria, mas Por que não ser permitido que um Homem casado Seja Padre? Será que possuir familia é algum crime?...
Sim claro, eu tambem sou contra o aborto mas, com algumas restrições como no caso desta criança inocente que foi violentada por um covarde, por qual ela sentiria "nojo" a cada dia de sua vida, como ficaria o pscológico desta criança? Sera que ela conseguiria com apenas 9 anos de idade, cuidar de outras duas crianças que teriam, idade para brincarem juntas? Isto se ela sobrevivesse.
Bom, excomungar ao Médico, aos Pais da Criança? que pensaram o tempo todo em salvar a sua vida, e quanto ao "Padrasto covarde" que violentou esta inocente criança? Pois é ele não foi excomulgado. olha eu como cristão realmente não pude entender esta atitude de Dom José.
zk_angra@hotmail.com
1 Martinho - 10-03-2009 - 17:37:43h
As declarações de Frei Betto